leve
mente
mundo duplo
em um só
corpo
matéria adormecida
sem alma
quem sente
a estrela
a te guiar
pelo infinito
astral ?
a cara feia do bode
espelho dos seus pecados
redenção
harmonia universal
no duelo dos opostos
o macho fecunda a fêmea
geração de ideias
a paz está no conhecimento de si
mesmo
no outro
inferno
o paraíso é um estado
de espírito
balança natural
nascimentos
e mortes
ao mesmo tempo
na cidades dos homens
penso em dinheiro
esqueço a luz divina
mais lido
lucrativo
acontecido
drama policial
marido mata mulher
à facadas
sangue frio
na frente das crianças
matei por amor
diz
de mais ninguém
quando pego
jogo as rosas
no lixo
os romances acabam
amassados
vende-se amor
barato
nas bancas de revistas
livrarias
e TVs
escrito com palavras bonitas
tédio
na lápide
não resiste ao tempo
mamão com açucar
crime passional
popular
dinheiro
desenvolvo a meta mente
só assim conseguir sair
do abismo da loucura
puxo a corda
subo até a beirada da razão
comtemplo a química
ajustando os ponteiros
das minhas funções cerebrais
cortando como uma faca
minha imaginação sucumbe
mais uma vez
não é tão fácil assim
as vozes sempre voltam
como um sonho ruim
a atormentar
fantasmas nos porões
da cabeça
um parafuso a menos
tento recolocar
todos os dias
mania
monstro platônico
mato quimeras
com o olhar solar
de Apolo
me apego à medidas
para escapar do destempero
vinho
na conta certa
alivia a dor
pedra de gelo
no coração
congela minha desrazão
no copo de uísque
fuga da fantasia.
espíritos não existem
só na sua cabeça
psiquiatria moderna
exorcismo
nada que não possa provar
pode existir
ainda há dúvidas
sobre isso
o que sobra
fantasia
quero melhorar o mundo
de alguma forma
sem fugas metafísicas
me contento com o presente
vendo um mundo
por mil prismas
Jesus não pode ser Deus
ninguém pode ser Deus
ao não ser eu
diz o esquizofrênico
rindo de si mesmo
cercado por miragens
vejo um culto milenar
se tornar verdade
Absoluta
minha religião é a música
a comunhão do som
me entorpece de orfismo
catarse
os animais só se reproduzem
pelo sexo
criamos um mundo de parábolas
Deus menino é um conto
bem contado
mina de ouro
vender a humildade
como virtude
peru assado
comércio da fé
mercadores no templo
tempo novo ?
nenhuma novidade
por aqui
descrença
na ceia.
a língua seca
de sentimentos
na minha boca
dentes podres
ocos
cheios
de saliva
mastigam palavras
duras
doloridas
dói
engolir
sem mastigar
dou troco
sempre que posso
e me divirto sendo cruel
com que foi cruel
comigo
só guardo
coisas boas
as ruins
num processo digestivo
intestino
expulso
da escola para nunca mais
voltar
aprendo com a vida
a cada dia uma lição
de fome e saciedade
desce rasgando
pela minha garganta
arroto
VENDO DIFERENTE...
nesse blog tentaremos criar um ambiente em que toda forma de arte e crítica política e literária possa ser divulgada, especialmente a minha.quem gosta de literatura marginal aqui encontrou um espaço de discussão e criação.mudar idéias e concepções é a pretensão desse hulmide blog.
o que seria da humanidade sem os anormais?
sem os outlaws
o mundo seria destinado e destruído pela mesmice
precisamos de alguém para ver o contrário
quebrar modelos é o modelo
afinal no final das contas
não sobrará nada além da refeição dos vermes
vida longa então a todos desordeiros
arautos da nova era
que pagam o preço da incompreensão por sua criatividade
mas quem quer ser mesmo compreendido ?
pelos bigodes de Nietzsche!
não é esforço sobre humano
comer as orelhas de Van Gogh
beber Bukowski
vomitar Henry Miller
e calçar Artaud